Polícia Civil prende 643 pessoas na maior operação da história

Polícia Civil prende 643 pessoas na maior operação da história

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta terça-feira (24), 643 foragidos com mandados de prisão por crimes como roubo, latrocínio e receptação, em uma nova fase da Operação Espoliador. A ação teve como foco suspeitos considerados de alta periculosidade, envolvidos em delitos contra o patrimônio.

Segundo as investigações, traficantes de drogas estariam incentivando e financiando roubos e outras atividades ilegais, chegando a fornecer armas para a prática dos crimes. Conforme a corporação, essas facções seriam responsáveis por cerca de 80% dos roubos de veículos e 90% dos roubos de carga na capital e na Região Metropolitana.

Entre os detidos está um homem com 23 anotações criminais, sendo 14 por crimes patrimoniais, capturado por agentes da 1ª DP (Praça Mauá). Outro suspeito preso acumula 14 passagens por homicídio, roubo, extorsão e receptação.

Na Cabo Frio, região dos Lagos, policiais da 126ª DP (Cabo Frio) prenderam dois foragidos. Um deles é apontado como autor de um latrocínio contra um idoso durante o roubo de um carro e possui sete anotações criminais. O outro detido foi condenado a 18 anos por roubo qualificado e tem 11 registros policiais.

Agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) também recapturaram um homem condenado a oito anos por roubo. Beneficiado com liberdade condicional, ele descumpriu as determinações judiciais e não retornou ao regime fechado. Segundo a unidade, o suspeito foi encontrado após trabalho de inteligência e possui diversas anotações por crimes patrimoniais.

A operação mira toda a estrutura das quadrilhas, incluindo chefes, executores e responsáveis por receptar e comercializar produtos roubados.

“Mais de 60% dos presos já tinham anotação criminal. Mesmo com toda a mobilização das delegacias, alguns criminosos voltam às ruas no dia seguinte à prisão. A Polícia Civil continuará atuando, mas é necessário que haja uma reformulação”, afirmou o secretário de Estado de Polícia Civil, Felipe Curi.

Os mandados foram expedidos pela Justiça com base em inquéritos conduzidos por delegacias da capital, da Baixada Fluminense e do interior. A operação ocorre em todo o estado e mobiliza equipes de unidades distritais e departamentos especializados.

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