Justiça realiza primeira audiência do caso Amanda assassinada a pedradas pelo marido em Campos

Segundo a Polícia Civil, o relacionamento era marcado por episódios anteriores de violência doméstica. Amanda havia registrado três boletins de ocorrência contra o agressor — em 2018, 2024 e março de 2025

A primeira audiência de instrução e julgamento do caso envolvendo Amanda dos Santos Souza foi realizada nesta quinta-feira (5), no Fórum Maria Tereza Gusmão, em Campos dos Goytacazes. Nesta etapa, o Judiciário ouve testemunhas e analisa materiais periciais antes de decidir se o réu irá a júri popular.

Enquanto a sessão acontecia, familiares e amigos da vítima organizaram uma manifestação em frente ao fórum. Com faixas, cartazes e camisetas pedindo justiça, o grupo cobrou a responsabilização de Diego Vitorino da Silva, acusado de tirar a vida de Amanda, com quem mantinha um relacionamento e tinha três filhos. Durante o ato, a mãe da jovem, Lucivalda dos Santos, pediu justiça não apenas pela filha, mas por todas as mulheres vítimas de feminicídio.

Amanda – Foto: Reprodução

Amanda, de 26 anos, foi morta em dezembro de 2025, no bairro da Penha. O suspeito, seu companheiro, foi detido pela Polícia Civil em São João da Barra no dia seguinte ao crime. As investigações apontam que a jovem foi agredida dentro da casa onde vivia com o acusado, e sinais de violência foram identificados pela perícia.

Após fugir do local, Diego foi encontrado na entrada de Grussaí, em São João da Barra. Em depoimento, ele admitiu a autoria do crime e alegou motivação por ciúmes.

Segundo a Polícia Civil, o relacionamento era marcado por episódios anteriores de violência doméstica. Amanda havia registrado três boletins de ocorrência contra o agressor — em 2018, 2024 e março de 2025 — ocasião em que ele chegou a ser preso em flagrante. Mais tarde, a própria vítima solicitou a suspensão da medida protetiva, o que levou à liberação do acusado.

Na época, a delegada Carla Tavares destacou a postura fria do investigado ao descrever a dinâmica do caso. O crime gerou forte comoção em Campos dos Goytacazes e segue mobilizando familiares e movimentos de enfrentamento à violência contra a mulher.

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