A partir de janeiro de 2026, os orelhões começam a desaparecer das ruas brasileiras. A retirada dos telefones públicos ocorre com o fim das concessões da telefonia fixa e será conduzida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Atualmente, cerca de 38 mil aparelhos ainda existem no país. Na região Norte Fluminense, Campos dos Goytacazes conta com sete orelhões; São Francisco de Itabapoana tem seis; Macaé possui três; enquanto São João da Barra e São Fidélis mantêm apenas um aparelho em funcionamento cada. A Anatel informou que os endereços não serão divulgados.
A agência explica que a remoção não acontecerá de forma simultânea em todos os municípios. Em localidades sem cobertura de telefonia móvel, os orelhões poderão ser mantidos de maneira temporária, com prazo máximo até 2028.
Com o encerramento dos contratos, operadoras como Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica deixam de ter a obrigação legal de manter os equipamentos. Como compensação, a Anatel determinou que os recursos antes destinados ao serviço sejam aplicados em investimentos em banda larga e telefonia móvel.
Criados em 1971, os orelhões fizeram parte da rotina de gerações e se tornaram um dos símbolos da comunicação no Brasil, mas perderam espaço ao longo dos anos com a popularização dos telefones celulares.
