A Justiça determinou que o estudante de medicina Carlos Eduardo Tavares de Aquino Cardoso será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri pelo atropelamento que causou a morte de sua mãe, Eliane Tavares, de 59 anos. O fato ocorreu em 28 de outubro de 2024, na Avenida Francisco Lamego, no bairro Jardim Carioca, em Guarus, distrito de Campos dos Goytacazes.
A decisão de pronúncia foi proferida em dezembro do ano passado, ao entender que há elementos suficientes que indicam a autoria e a materialidade do crime. Com isso, o processo segue para julgamento pelo júri popular, ainda sem data marcada. Carlos Eduardo continua detido no presídio de Itaperuna, e a prisão preventiva foi mantida pela Justiça até a conclusão do julgamento, em razão da gravidade do caso.
O estudante foi denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de feminicídio e infração de trânsito. Com o recebimento da denúncia, ele deixou de ser apenas investigado e passou à condição de réu na ação penal.
Em entrevista coletiva, o delegado Carlos Augusto, responsável pelas investigações à frente da 146ª Delegacia de Polícia de Guarus, declarou que o atropelamento ocorreu de forma intencional. Segundo ele, a conclusão do inquérito se baseou em diversos fatores, incluindo a conduta do acusado após o ocorrido. De acordo com o delegado, Carlos Eduardo não demonstrou reação emocional ao constatar a morte da mãe e ainda tentou se evadir do local.
As investigações também indicaram que a via onde ocorreu o atropelamento possuía boa iluminação, o que afastaria a hipótese de o acusado não ter percebido a bicicleta elétrica usada pela vítima, facilmente reconhecida por sua cor, conhecida tanto por ele quanto por moradores da região. Além disso, foi mencionado um histórico de conflitos entre mãe e filho, com episódios de agressões físicas e verbais, inclusive com registros em vídeo, motivados por uma discussão envolvendo a quantia de R$ 5.
O processo segue em andamento na Justiça até a realização do julgamento pelo Tribunal do Júri.
