Royalties do petróleo caem e reduzem repasses para os municípios da Bacia de Campos

Queda no preço do barril, redução da produção e cenário internacional impactaram os repasses aos municípios da Bacia de Campos

Os municípios do Norte Fluminense inseridos na Bacia de Campos voltaram a receber, nesta quinta-feira (22), os repasses de royalties do petróleo, porém com valores inferiores aos registrados nos meses anteriores. A retração já era prevista e está associada a fatores como a cotação do barril, o nível de produção e o contexto internacional.

Em Campos dos Goytacazes, o depósito foi de aproximadamente R$ 32,6 milhões. São João da Barra recebeu cerca de R$ 10,6 milhões, enquanto Quissamã ficou com em torno de R$ 7,5 milhões. Já São Francisco de Itabapoana teve um repasse aproximado de R$ 2,6 milhões. Apesar de significativos, os montantes indicam queda em comparação aos repasses mais recentes.

Entre os principais motivos apontados está o preço do petróleo. Em novembro, o barril do tipo Brent, referência para o cálculo dos royalties, foi comercializado a um valor inferior ao do mês anterior. A redução no preço internacional reflete diretamente na diminuição dos recursos destinados aos municípios.

A queda na produção também contribuiu para o cenário. Campos petrolíferos de grande porte, como Roncador, Tupi e Búzios, apresentaram redução no volume produzido no fim do ano. No Norte Fluminense, o impacto foi ampliado pela paralisação da plataforma P-52, no campo de Roncador, após um vazamento de gás. A unidade ainda não retomou plenamente suas atividades, o que afeta os repasses.

O ambiente internacional, marcado por instabilidades políticas e econômicas, também exerce influência sobre o mercado de petróleo e a formação do preço do barril.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), os valores repassados variam mensalmente em função da oscilação do preço do petróleo, do volume produzido e das regras de distribuição, o que explica as mudanças nos montantes destinados aos municípios ao longo do tempo.

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