A Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, proibiu a venda de canetas emagrecedoras sem registro no Brasil, também conhecidas como “canetas do Paraguai”. A decisão atinge medicamentos à base da substância tirzepatida das marcas Synedica e TG; e da substância retatrutida, de todas as marcas e lotes.
Pela decisão, os fármacos não podem ser comercializados, distribuídos, fabricados, importados, divulgados e usados.
Segundo a Anvisa, os produtos foram fabricados por empresas desconhecidas e são anunciados e vendidos por meio de perfis no Instagram sem registro, notificação ou cadastro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
A agência reguladora também orienta que profissionais de saúde e pacientes que identificarem os produtos das marcas e lote citados devem entrar em contato com o órgão pelos canais oficiais de atendimento ou com a Vigilância Sanitária local.
No Brasil, a única tirzepatida aprovada pela Anvisa é o Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly.
Caneta usada por mulher internada em estado grave em MG era proibida pela Anvisa, mas segue sendo anunciada nas redes sociais
A caneta utilizada pela paciente internada em estado grave em Minas Gerais era o medicamento Lipoless. O produto é conhecido informalmente como “Mounjaro do Paraguai”, denominação usada por vendedores para associá-lo a um medicamento regularizado, embora seja trazido do Paraguai para o Brasil de forma ilegal. Desde o ano passado, o Lipoless é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas continua sendo anunciado nas redes sociais.

De acordo com a família, Kellen Oliveira Bretas Antunes vinha aplicando injeções do Lipoless, que teria sido comercializado como tirzepatida — a mesma substância presente no medicamento Mounjaro, indicado para o tratamento do diabetes tipo 2 e também utilizado para emagrecimento. Após iniciar o uso do produto, ela apresentou complicações de saúde e precisou ser internada.
