O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), realiza nesta terça-feira uma operação para cumprir 20 mandados de prisão preventiva contra o bicheiro Rogério de Andrade e integrantes de seu núcleo de segurança que atuavam na região de Bangu, na Zona Oeste do Rio. Até o momento, 16 pessoas já foram presas.
Entre os alvos estão 18 policiais militares e penais, entre ativos e aposentados, além de um policial civil inativo que, segundo as investigações, teria sido recrutado pela organização criminosa quando ainda exercia a função.
A ação conta com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ (CSI/MPRJ), da Corregedoria-Geral da Polícia Militar, da Corregedoria da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) e da Corregedoria da Polícia Civil.
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, os investigados eram responsáveis por fazer a segurança de pontos de exploração ilegal de jogos de azar na região de Bangu e utilizavam práticas recorrentes de corrupção para assegurar o funcionamento das atividades do grupo criminoso.
Os denunciados vão responder por constituição de organização criminosa armada, com agravantes pelo envolvimento de agentes públicos e pela ligação com outras organizações criminosas, além dos crimes de corrupção ativa e passiva.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa da Comarca da Capital e estão sendo cumpridas em endereços nas cidades do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias, Mangaratiba, Nilópolis e São João de Meriti. Um dos mandados também foi cumprido na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, onde Rogério de Andrade está preso.
De acordo com as investigações, os policiais militares denunciados estavam lotados na Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SSGP), no Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) e nos 4º, 6º, 14º, 17º, 22º, 23º e 41º Batalhões da Polícia Militar.
